GloboEsporte.com

Blogs e Colunas

Blog do Torcedor do América-RN

Blog do Torcedor
  1. 05/05/2008

    Mudei



    Rapaziada tricolor, mudar é sempre bom. Frank Aguiar virou deputado. Cumpade Washington virou ator pornô (dizem, dizem). Leila Lopes também. Sandy e Júnior decidiram seguir carreira solo. Gisele só quer ganhar em Euro. Glória Maria foi substituída por Patrícia Poeta. Ronaldo resolveu se relacionar com outro tipo de gente. Geddel virou brother dos carlistas. O trema sumiu da língua portuguesa. Ângela Bismark fez mais uma plástica. O Leônico desceu a ladeira. O forró ganhou guitarra. Tatau saiu do Ara. O Vitória da Conquista virou terceira força. Pochete tá fora de moda. Mulher beijar mulher tá na moda. Pituaçu é a nova coqueluche do futebas baiano. Padre começou a voar.

    E a galera aqui da Globo também entrou nessa ondinha e resolveu mudar. Se você entra aqui no blog pela página do Bahia no Globo Esporte, a mudança é automática. Se você colocou essa bizarrice de blog aqui nos favoritos (tem louco para tudo nesse mundo) e entra direto, esqueça tudo que você já viu antes. Agora o endereço é http://colunas.globoesporte.com/josericardo/

    Avise para sua mãe, seu pai e sua tia. Conte para todos os seus miguinhos. Saia pelado com o endereço do blog pintado na bunda. Seqüestre um ônibus e diga que só se entrega se todo mundo acessar. Vamos deixar de piada sem graça. Clica aí, entra aí, divirta-se aí. E esqueça esse aqui. Perdi muitos comentários, mas confesso: também amo vocês.

  2. 04/05/2008

    Quase



    Depois de meses de secura, um amigo meu passou a noite inteira conversando com uma bela tchutchuca. O papo estava animado. Risadinhas pra lá. Risadinhas pra cá. Entortadinhas meigas de pescoço. Cabelo jogado pra esquerda. Cabelo jogado pra direita. Compartilharam uma cervejinha. Uma caipirinha. Uma Catuaba. Tudo ia bem. Era só uma questão de tempo. E o tempo foi passando. A festa acabou e esse meu amigo saiu sorridente.
    - Pegou? - A galera perguntou cheia de curiosidade.

    Ele abriu o sorrisão, deu um soquinho no ar e disse:
    - Quase!

    Saiu saltitante, feliz, comemorando como se tivesse acertado os seis números da Sena:
    - Quase, otários! Uhuu, quase!

    A maré não estava nada boa para o rapaz. Tava tão ruim que o cara chegou ao ponto de comemorar o “quase”.

    E não é que eu me peguei hoje nessa ridícula situação? Quase, negada, quase! Faltou só um gol. O Bahia jogou bem, com raça. Sobrou emoção. Realmente foi uma última rodada de tirar o fôlego (ê, Zé Chavãozinho). Só um gol. Só um golzinho.

    Mas comemorar o “quase” é assinar uma confissão de incompetência. É soltar foguete com bola na trave. É pular com a bola que passa raspando. É comer água comemorando a jogada que por milímetros não deu certo. E isso eu me recuso.

    Não foi vergonhoso. Mas foi “quase”. E comemorar o “quase” não pode ser atitude da torcida do Bahia. Nem do sacana do meu amigo aí de cima.

    P.S.: Duro vai ser aturar os sofredores do Vice falando “Senta que é de menta” aqui nos comentários. Uma rima ridícula, mas é o máximo que eles conseguem. Eu entendo, eu entendo. Vai encher o Lixão na partida final e fale comigo depois.

    P.P.S.: Pelo menos uma coisa boa: o Bahia não entregou o jogo. Pelas atitudes da diretoria tricolor, tinha medo que isso fosse acontecer.

    P.P.P.S.: Resolvi falar de outros assuntos e esqueci faz um tempo de falar uma coisinha: fora, diretoria! Sai! Vá embora! Me deixe, viu?! Vou comer aipim cozido e tomar café com leite.

    P.P.P.P.S.: Dá para algum professor de português aí me falar se esse tanto de “P” que eu coloquei tá certo?

  3. 01/05/2008



    Mais três



    O Bahia levou três do Itabuna. São seis gols sofridos e nenhum marcado em dois jogos. Coisa tão ridícula quanto o blogueiro do Vice entrar aí nos comentários e começar a cagar regra. Foi Flórida. O alento é que o Vice levou três também lá em Conquista e embolou tudo.

    Mas teve um detalhe do jogo de hoje lá em Itabuna que dava toda a dica. Era um aviso. Um sinal. Um prenúncio. Tudo muito óbvio. Foi o meu grande amigo Polinésio, amante do futebol e incrível detalhista, capaz de encontrar um fio de cabelo branco no meio dos dreds de Bob Marley, que me alertou. O público do jogo: 9.666. Sacaram? Pegaram? Viram? 666 é o numero da besta, negão. Tava escrito que o jogo ia ser um inferno para o Bahia. Que o capeta ia baixar em Itabuna. Que o Coisa Ruim ia aprontar das suas. Que o das patas de bode e chifrinho na cabeça ia fazer alguma presepada. Deu no que deu.

    Taí a desculpa. Não perdemos porque o time é fraco, beirando o ridículo. Perdemos porque o público foi 9.666. E 666 é o tal do número da besta. Nem a seleção de 82 ganharia desse jeito. Mas vale também a indagação: porque diabos não entrou mais um torcedor no estádio? Podia até ser anão que contava.

  4. 29/04/2008

    Jogadores tricolores, sigam o exemplo do Fenômeno



    Já imagino os caras lendo o blog lá no Fazendão. Vai ser uma correria da disgrama. Todo mundo saindo para encontrar suas Shirleys, Veruskas, Vanderléias, Elkes. Pe-pe-pe-raí, galera. Até gaguejei. Nada de tumulto nessa hora. Não tô falando da vida sexual do dentuço. Tô falando de outra característica marcante que ele demonstrou ter no episódio: raça.

    Vocês viram as fotos dos travecos que estavam com o gordinho? E ele ainda falou que achava que era tudo mulher. Uma galera de quase-mulher feia que nem no brega de Pombal eu vi coisa parecida. É preciso muita raça para encarar aquilo. E o da rótula rebelde mostrou que tem.

    Os jogadores do Bahia têm que se espelhar no cara e demonstrar a mesma raça quinta, contra o Itabuna. Encarar qualquer cara feia. Partir para cima de quem vier. Jogar duro. Meter para dentro sem medo. Ser ativo. Não ter medo das bolas. Avançar na retaguarda do adversário. Mostrar quem é que manda.

    A gente precisa ganhar de qualquer jeito. E fazer gols de qualquer maneira. Por isso, turma tricolor, faça como o Fenômeno: tenha raça. Depois pode comemorar como quiser. Até numa festinha com Shirley, Veruska, Vanderléia e Elke. Só não me chame, por favor.

  5. 28/04/2008

    Mike Tyson, Muhammad Ali e o Sex Symbol do Lixão



    Ontem o Bahia levou 3x0 do Vice. Embolou tudo de novo. O Vice tá na frente pelo critério de gols marcados. Ou seja, se o ataque do Bahia tomar vergonha na cara nas duas últimas partidas, dá para levar. Confesso que essa carniça de time me deixa confuso: não resolve a tática que quer seguir.

    Às vezes, vai na tática Mike Tyson, aquele maluco que tem uma tatuagem no rosto, cara de doidão e sai enfiando porrada em todo mundo, até em jornalista. O Itabuna e o Leãozinho apanharam nessa tática aí. Até sobrou para um torcedor, que levou uns sopapos de Reinaldo Aleluia.








    Mas tem horas que o Bahia parece que muda tudo e segue a tática Muhammad Ali. Muhammad foi o melhor peso-pesado que esse mundo já viu. O cara era pura técnica. Mas, infelizmente, não é essa faceta de Muhammad que o Bahia segue. É a tática da luta contra George Foremam Grill. O plano de Ali era agüentar os golpes do Homem da Grelha Sem Gordura até o último round. Nessa hora, ele ia partir para cima e definir a luta. Deu certo com ele. O Bahia empatou com o Vitória da Conquista e levou três do time do coitado do Jaílson. Tomara que seja pura tática. Nas partidas finais, o Bahia vai partir para cima e acabar com esse lengalenga, exatamente como Muhammad fez.





    Muhammad Ali Vs George Foreman





    O bom é que tanto Mike Tyson, quanto Muhammad Ali venceram com suas táticas. Vamos ver o que vai acontecer com o Bahia.

    - E que desgraça de Sex Symbol do Lixão é essa, Zé?

    Ah, tava esquecendo. O Sex Symbol do Lixão sou eu. Os sofredores me amam, adoram, veneram, curtem pacas. Mandam eu tomar ali, chupar isso, sentar naquilo. Entram mais no meu blog que no deles mesmo (aliás, aqui vai um pedido de brother de blog: entrem no blog do Vice, ele precisa de vocês). Sou o Sex Symbol do Lixão. O engraçado é que a foto que eu coloquei aqui não é o meu melhor ângulo.

Zé é filho de Carlos e Maria. Também conhecido como Caio. Ou Caito. Publicitário. Baiano pacas. Bahia idem. Tem 33 anos. Aquariano. Com a lua em virgem. Saturno na segunda casa. Plutão no terceiro quadrante. Odeia astrologia. Curte mesmo é quebrar uma gelada com a galera. Ouvir o Chicletão. Ir para a Fonte. Bala Sete Belo. É tio de Lina e Lulu. Pai de Pepeu. Redator. Já foi vizinho da Fonte Nova. Viu o Bahia campeão brasileiro. Viu o Bahia brocar todo mundo. É considerado um pé quente. E nunca usou tanto ponto final na vida.

2000-2007 Globo.com. Todos os direitos reservados.