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  1. 20/02/2008

    O Bahia tá na Globo



    Galera, estamos na Globo. A partir de agora, vou escrever sobre o nosso tricolaço aqui nesse blog, em plena Globo.com. Mas a vida não é só fama, mulherio e gandaia na Vênus Platinada. Meu contrato de Global tem umas obrigações duras de encarar.

    Participar pelo menos 2 vezes por mês do Programa do Faustão.

    Fazer uma participação especial em Malhação e, caso o ibope não vá bem, dar uma força para a novela das 7.

    Marcar presença no programa de Ana Maria Braga e ainda rir das piadas do Loro José.

    Participar do Vídeo Game e ser o Repórter Por Um Dia do Fantástico.

    Passar o reveillon na casa de Wolf Maia.

    Participar da Dança dos Famosos.

    Fazer uma ponta no Globo Repórter, falando sobre o Jacaré de Papo Amarelo.

    Fazer uma visitinha surpresa para a galera do BBB, vestido apenas com o roupão do líder.

    Trabalhar um dia como comentarista do Galvão.

    Escrever sobre o campeonato baiano.

    Bom, essa última tarefa é a mais difícil para a minha pessoa. O Campeonato Baiano não me atrai nem um pouco. Os times são ruins e o único jogo que vale a pena é o Ba x Vi da final. Mas vou fazer esse esforço por amor ao Bahia e por amor a vocês, meus negos. Para manter a galera sempre informada sobre a situação do nosso Bahia no certame regional. Ontem, o Bahia brocou o Fluminense de Feira por 2 x 0. Um de Didi, outro de Pantico. O time é ruim de dar dó, muitos falam que é pior que o do ano passado, mas tá dando para o gasto. O engraçado é o Vitória, um time de Série A, um time de zelite, levando cacete da galera a torto e a direita. Ontem levou 2x1 do Itabuna. Uma coceguinha gostosa aqui na barriga do papai. O Bahia segue em primeiro. O Vitória é o quarto.

    Ah, tem outra cláusula do contrato que eu estava esquecendo de contar para vocês. O próximo texto tem que ser escrito na Portelinha, aquela favela de mentirinha da novela das 8. Pode procurar um figurante cheio de malemolência e camisa do Bahia. Sou eu. Vou tentar me posicionar entre Alinne Moraes e Flávia Alessandra. Sou Global, galera, sou Global.

  2. 20/02/2008


    Não tenho competência pra isso




    Outro dia eu tava passando pelo centro cirúrgico do Hospital Espanhol quando um enfermeiro se aproximou correndo:
    - Zé, o pessoal aqui do centro cirúrgico quer que você faça uma cirurgia cardiovascular no paciente do leito 02.

    Eu coloquei a mão em seu ombro e disse:
    - Irmão, obrigado pelo convite. Mas eu não tenho competência pra isso.

    Saí do hospital e passei pela frente do Teatro Castro Alves. De repente, um senhor começa a acenar pra mim:
    - Zé, eu sou Piero Bastianelli. Sou regente da Orquestra Sinfônica da Bahia e queria que você tocasse oboé, violoncelo e tuba na nossa interpretação da 9ª de Beethoven.

    Eu olhei nos olhos de Piero e disse:
    - Basti, valeu pelo convite. Mas eu não tenho competência pra isso.

    Andei mais um pouquinho e vi o Circo do Marco Vostok. Lá de dentro, de cartola, fraque e cercado por leões e tigres siberianos, o grande Vostok me chamou:
    - Zezóvsk, seria uma honra para a nação circense ter você com a gente. Quero que você faça o número do Globo da Morte vendado e chupando picolé de mangaba na apresentação de hoje.

    Eu sorri para o grande Vostok e respondi:
    - Vosta, valeu pelo convite. Mas eu não tenho competência pra isso.

    Segui minha caminhada. Até que passei por uma escola de balé. Lá de dentro, entre uma pirueta, um demi-plié e uma paradinha no ar, a famosa bailarina Luciete Montenegrino gritou para mim:
    - Zé, quero que você seja o bailarino principal da nossa versão do Lago dos Cisnes. Quero você como o cisnão principal.

    Eu me imaginei com aquele colan ridículo e falei para Luciete:
    - Luci, curti pacas o convite. Mas eu não tenho competência pra isso.

    E assim segui o meu caminho. Mas uma pergunta começou a ecoar na minha cabeça:
    - Carambolas, custava os caras da direção do Bahia terem a mesma humildade que eu? Custava?


  3. 21/02/2008



    Fluminense 1x1 Bahia




    Tô falando para vocês que esse time do Bahia não inspira confiança nenhuma? Parece motorista cego de um olho oferecendo carona: você entra, mas com uma medo retado do que vai acontecer. Ontem, foi 1x1 com o Flu de Feira. O mesmo Fluminense que tinha levado dois do Bahia no jogo passado.

    Pelo menos o Bahia é um time sincero, faz questão de não enganar a gente. Ganha uma. Leva pau na outra. Ganha outra. Empata na próxima. Pela minha lógica aqui, o Bahia vai ganhar de novo do Vitória domingo. E vai empatar na próxima.

    O jogo de ontem foi duro. O Bahia é uma brincadeira. O Fluminense é o Fluminense. Mas mesmo afogado num mar de lamas (poético isso, hein?!!), eu consegui tirar duas coisas legais.

    A primeira é o nome do jogador do Fluminense de Feira que fez o gol da galera do sertão: Rogélio. Legal, o pessoal da casa do cala cultia mesmo Maulício de Souza.

    A segunda é uma que eu já queria falar faz tempo: o nome de Pantico. Na minha modesta opinião é um dos melhores nomes que já apareceram no Fazendão nestes últimos anos. O cara não fez nada ontem, foi uma carniça, mas o nome já é uma presença. Parece jogador da década de 50. Nadinho, Marito, Bombeiro, Biriba e... Pantico. Combina pacas. Chega de Jorge Luis, Washington Andrade, Luciano Almeida. Wellington Wenceslau. Aristones Cleisson. Nome de jogador tem que ser igual ao de Pantico. Simples, rápido, popular e até com um certo toque infantil.

    Bom, é isso aí, meninada. Não tenho mais nada para falar do Campeonato Baiano. Só que agradeço todo dia por torcer pelo Bahia. Imagina se eu torcesse pelo Atlético de Alagoinhas. Ia ter que comentar sobre o jogo contra o Colo-Colo aqui no blog.


  4. 25/02/2008

    Piscadinha - Bahia 1 x0 Vitória




    Vou relembrar agora minha época de adolescente. Ah, quanta saudade.

    O pessoal entrava no reggae e colocava logo o Olho de Tandera para funcionar. Começava a analisar todas as mulheres do local. Dividia geograficamente, qualitativamente e quantitativamente. Depois dessa análise minuciosa, a gente escolhia a mesa mais bem localizada. E aí começava o velho e tradicional diálogo:

    - E aquela, pega?

    - Claro. Quem é que não pega?

    - E aquela ali?

    - Pego agora se ela quiser.

    - E aquela?

    - Rapaz, aquela eu não sei não. É muito mais-ou-menos.

    A noite rolava, as cervejas desciam e a mulherzinha que era mais-ou-menos começava a dar uma olhadinha para a gente.

    No primeiro olhar, no primeiro gesto de simpatia, a gente já começava a achar a menininha pegável.
    Depois vinha mais um sorriso e ela virava uma gracinha.
    Depois, outro olhar e uma piscadinha. “Rapaz, essa mulher não é feia não.”
    Mais um sorriso e uma dancinha sensual. Ela virava uma gatinha.
    Até que rolava o primeiro contato festivo. “Galera, aquela mulher é gata demais.”

    Bom, é mais ou menos isso que está acontecendo com o nosso esquadrão.
    1x0 no Vitória ontem. Gol de Rogério. Tabu quebrado. Acho que o Bahia está dando uma piscadinha para a gente.

    Só resta saber se no dia seguinte, sem cerveja, sem forrozinho sensual e sem luz estroboscópica, a gatinha vai voltar a ser muito mais-ou-menos ou vai continuar uma gatinha mesmo.



    P.S.: Amanhã, terça-feira, acontecerá a conferência Gigante Tricolor, lá no Centro de Convenções. É uma oportunidade para trazer novas idéias e tentar fazer algo de concreto para melhorar o futuro do nosso time. Eu também não morro de amores pela oposição do Bahia, mas vale a pena unir forças neste momento. É uma luzinha no fim desse longo e escuro túnel tricolor. Quem puder, é bom participar. www.gigantetricolor.com

    P.P.S.: Parece que o nosso querido leitor Joacy não gostou do meu perfil. Reclamou muito no post anterior. Deve ter me achado um pouco narigudo. Eu concordo plenamente com ele.



  5. 26/02/2008

    Narciso



    Como vocês já devem ter percebido, pertenço a uma categoria de tricolor diferente. Sou o tricolor narcisista. Passo boa parte do tempo em frente ao computador, analisando minha foto. Dêem uma olhada aí na foto ao lado e analisem comigo.

    Os torcedores mais cuidadosos já devem ter percebido que estou com a camisa do Bahia de 88. Na verdade, é uma réplica da camisa 8. Eu me sinto elegantemente sutil e sutilmente elegante quando coloco essa camiseta.

    Na sobrancelha esquerda, acho que todo mundo percebeu, um piercing. Pois é, um toque de garotão no titio de 33 anos de idade. Ah, muleque!

    Também ficou fácil perceber minha barbinha apelidada carinhosamente de “não-entra-nos-states-de-jeito-nenhum-com-essa-cara-de-terrorista-árabe”. É um estilo marcante, uma moda zeziana que vai pegar. Se cuida, Hercovixe.

    Mais um detalhe fácil: o nariz torto. Isso aí foi uma infecção que desafiou a ciência. Meu nariz inchou, abriu, saiu pus (tirem as crianças da frente do computador), sangue e escambau. Ficou isso aí. Mas as imperfeições são o tempero do homem perfeito (pode musicar isso que vai ser sucesso).

    O cabelinho dispensa comentários. Só aviso aos navegantes que está crescendo. É o Zezo’s Power.

    Bom, tem outro detalhe por trás dessa foto. Uma imagem que vem dos textos. Lembrem que o Bahia não ganha nada faz seis anos (ou quase). Que a Fonte Nova caiu. Que as eleições diretas não vêm. Que a diretoria ri da torcida. Que o time é um arremedo que dá medo. Bom, depois de lembrar tudo isso, pensem que mesmo assim eu perco meu tempo escrevendo sobre o Bahia. E ainda gosto.

    Agora, olhem de novo para a foto. Vejam o meu rosto por completo. Pronto, eis aí a verdadeira cara de otário.

  6. 27/02/2008


    Dois assuntos em um



    Copa do Brasil

    Hoje começa a Copa do Brasil para o Bahia. Particularmente, acho a Copa do Brasil uma competição ao mesmo tempo interessante e preocupante para esse Bahia atual.

    Interessante porque é a chance de rever o Bahia enfrentando os grandes times do país. Eu sou um cara saudoso, queria ver de novo um Bahia x Vasco, um Bahia x Inter, um Bahia x Botafogo. Claro que seria melhor com o Bahia jogando de igual para igual contra esses times. Mas já que não dá, é bom ver até o Bahia jogando de desigual para desigual. O importante é reacostumar a torcida a ver o Bahia no meio dos grandes.

    Preocupante porque a Copa do Brasil é uma competição em que o fator “casa” é muito importante (me desculpe pelo chavão, prometo que vou tentar evitar). E o Bahia não tem casa. Imagina ter que reverter um resultado sem a força que vem caracterizando o tricolor por todos esses anos: a torcida numerosa e vibrante. Fica difícil. Só se a gente tivesse um time que se garantisse sozinho. Que jogasse em qualquer lugar e colocasse todo mundo no bolso. Sonhar é bom, mas a gente está longe de ter um time assim. De qualquer forma, acho que passaremos pelo Icasa. Com o perdão de nosso Padim Pade Ciço, vamos brocar o Icasa em Juazeiro do Norte e na Fonte, digo, no Jóia da Princesa. Falta de casa é de lascar. Moro de aluguel e sei bem disso.


    Gigante Tricolor

    Confesso que sou um bunda-amassada, não prestigiei a conferência Gigante Tricolor. Alguns quilômetros atrapalharam um pouco, mas prometo que na Gigante Tricolor 2 estarei lá. Certamente, boas idéias surgiram e o movimento valeu por si só. Apenas ter acontecido uma ação concreta organizada pelos que não concordam com tudo que acontece no Bahia já é uma vitória. É uma mostra de que a oposição está aí, firme e forte. O grande problema que vejo nisso tudo é como colocar as idéias em prática. Como vamos derrubar a diretoria? Como vamos mexer no estatuto? Como vamos colocar conselheiros nossos lá? Como vamos “tomar conta” do Bahia? E quando? Com tempo, vou procurar algumas pessoas especializadas para esclarecer melhor essas questões. Como vocês já perceberam aqui no blog, sou um pessimista. Amo meu time, mas amo pela sua rica história e pela sua mística. Isso que tento deixar vivo com os meus textos. Mas, se surgir uma luz no fim do túnel, também quero ver. E se um dia essa diretoria acordar iluminada e mudar de postura, vamos dar uma força. Com uma belíssima pulga atrás da orelha, claro.

    Olha só, um texto inteiro sem piadinhas. É, esse Zé é um vendido mesmo.


  7. 28/02/2008


    Respondam Rápido



    Se o Palmeiras pegasse o Fast, quanto daria?

    Se o Flamengo enfrentasse o Crac, quem ganharia?

    Se o Santos enfrentasse o Poções, qual seria o placar?

    Se o Cruzeiro pegasse o Bragantino, quem venceria?

    Se o São Paulo pegasse o Icasa, quanto seria?

    Não preciso ser nenhuma Mãe Dinah para descobrir as respostas de vocês. E está aí nossa triste realidade. O Bahia não é time grande. O Bahia só tem força com os timinhos daqui. A camisa do Bahia não mete medo em ninguém. Não tem peso.

    Time grande é aquele que faz valer sua tradição, sua força, impõe respeito aos adversários. Mesmo quando não tem jogador, não tem técnico, não tem nada. Time grande vai onde for e vira dono de casa. Isso é tão verdade que quando um deles perde para um pequeno, é manchete. É um caos. É um corre-corre. É uma cabeça rolando. Duas. Três.

    Ontem foi 3x2 para o forte Icasa. E o que aconteceu? Nada. Ninguém achou um resultado anormal. Ninguém acionou os alarmes. Ninguém pediu a cabeça de ninguém. Pior, as pessoas já estavam esperando. Foi normal. Beleza, a gente reverte aqui.

    Me façam uma garapa. A diretoria conseguiu. O Bahia virou uma palhaçada. Um nada. Vamos torcer para que tenha surgido alguma idéia genial na Gigante Tricolor. Vamos torcer para que o time da Policia Federal entre em campo e coloque toda essa corja para fora. Enquanto isso não acontece, vou escrevendo aqui para vocês, pegando uma peneira e olhando o sol.

    Desculpa o desabafo. Prometo ser mais leve e otimista nos próximos textos. Passou, passou.

  8. 29/02/2008

    Zorra Tricolor Total



    Não sou muito de ficar vendo TV no sábado à noite. Não que eu seja um cara popular e tenha programa para todo sábado. Longe disso. Mas eu tenho vídeo-game, o melhor amigo do homem que mora só.

    Mas tem um sábado ou outro que eu dou uma olhadela na TV. Fico lá, fingindo de morto no sofá e assistindo Zorra Total. Não é um programa que combina comigo, mas tem uma coisa que chama a minha atenção: o bordão do final da piada. O comediante dá aquela olhada para a câmera dois e solta o bordão. Em todo quadro tem que ter um. Não entendo essa obsessão por bordões. Mas se eles podem, eu também posso. E já defini o meu, no melhor estilo Grande Otelo.
    - Ah, não faz assim com seu neguinho.

    Se eu tivesse no Zorra Total, depois das piadinhas ia sempre olhar para câmera dois e lançar:
    - Ah, não faz assim com seu neguinho.

    Um sucesso. Vamos para a primeira situação.

    Estou saindo de casa com a bandeira do Bahia na mão. Vou para o jogo, seja em Feira ou em qualquer lugar. Até que encontro um dirigente do Bahia.

    Dirigente:
    - E aí, Zé, vai pra onde?

    Eu:
    - Ué, você não tá sabendo do jogo do Bahia? Você não é dirigente?

    Dirigente:
    - E o que uma coisa tem a ver com a outra? Eu dirijo os rumos do time... não dirijo o ônibus do time.

    É nesse momento que eu olho para a câmera dois e digo:
    - Ah, não faz assim com seu neguinho.

    E emendo.
    - E a torcida?

    Dirigente:
    - Enquanto a torcida enche o estádio. Eu encho o meu bolso.

    Câmera dois de novo:
    - Ah, não faz assim com seu neguinho.

    Agora, o dialogo final:
    - Mas você não tem vergonha?

    Dirigente:
    - Tenho. Mas só quando minha braguilha tá aberta.

    O dirigente sai andando. Eu viro para a câmera dois e digo o derradeiro bordão:
    - Ah, não faz assim com seu neguinho.

    Sobe trilha e entra vinheta do Supercine.


  9. 03/03/2008


    Ba x Vi



    Mais um Ba x Vi e mais uma vez o Bahia dá uma brocada. Apesar de achar o time do Bahia muito meia-boca, acho que esse ano o tricolaço ganha qualquer Ba x Vi que vier por aí. 2x0 e 1x0 no Vice. 2x1 e 2x1 no Vitória da Conquista. Não interessa quem seja o Vi. Se for Ba x Vi, o Bahia ganha.

    Bahia x Vila Nova? Brocada sem dó.
    Bahia x Vitória de Guimarães? O esquadrão deita e rola para cima dos portuga.
    Bahia x Vicenza? É nóis, mamma.
    Bahia x Villareal? Nossotros num vamos comer és nadia.
    Bahia x Viborg? Não vai ter vez para branquelo dinamarquês nenhum.
    Bahia x Vienna? Esse Áustria Vienna só é bom para os negos dele.
    Bahia x Viking, da Noruega? Dou três gols de vantagem.
    Bahia x Víkingur Reykjavík, da Islândia? Falar o nome do time é difícil, mas brocar é fácil, fácil.
    Bahia x Vitkovice, lá da República Tcheca? Esse já tem até Vice no nome.
    Bahia x Viktoria Zizkov, também da República Tcheca? Esse tá lascado, é quase xará do nosso eterno saco de pancadas.

    E nem precisa ser futebol, não. Se for Ba x Vi, vai dar Bahia.
    Bahia x Vinícius de Moraes, no campeonato de poesia? É claro, minha tia, vai dar Bahia.
    Bahia x Victor Belford no Pride? Pode vir que aqui só tem orelha de repolho.
    Bahia x Viaviane Araújo no samba? Vai ser difícil, mas nós créu.
    Bahia x O Vingador? Nos quadrinhos ou no Jóia da Princesa, a gente broca.
    Bahia x Virgulino Ferreira da Silva? Vamos mostrar quem é o verdadeiro Rei do Cangaço.
    Bahia x Visconde de Sabugosa, no campeonato de Q.I.? Desculpa Lobato, mas vamos comer esse sabugo.
    Bahia x Victoria Beckhan, na música? Pode vir com Ginger Spice, Mel B e Mel C que o Bahia ganha.

    É isso aí, só tenho duas certezas nessa vida:
    1- Se tiver Ba x Vi esse ano, vai dar Bahia.
    2- Sarapatel é com farinha, nada de arroz.




  10. 05/03/2008

    Entrevista



    O que vou narrar agora é verídico. Pode parecer invencionice da minha cachola, mas realmente aconteceu. Acabei de escrever o último texto, publiquei no blog e encerrei os trabalhos. Fechei o computador e saí da firma. Para minha surpresa, um batalhão de fotógrafos, cinegrafistas e repórteres estava me esperando.

    - Zé, Zé! Você pode dar uma palavrinha com a gente?

    - Sim, claro.

    - Zé, é verdade que você não acha o time do Bahia bom?

    - Verdade. Esforçado, bom para o Campeonato Baiano, mas não dá para subir com esse time não.

    Polêmica no ar. Cliques, burburinho e tudo mais.

    - Zé, você vai mesmo fazer um quadro no Fantástico?

    - Estou negociando. Será algo parecido com o teste do Inmetro. Vou testar cada jogador do Bahia em dribles, chutes, domínio de bola, posicionamento. É o Selo Zé de Qualidade Tricolor.

    - E a Dança dos Famosos?

    - Esse estou ajudando a dar uma incrementada. Vamos colocar torcedores famosos do Vitória, do Vitória da Conquista, do Flu de Feira. Estão todos dançando com o Bahia.

    - O Icasa dança hoje?

    - Dança. Mas dança o miudinho. Vai ser 1x0 ferrado.

    - E o BBB?

    - É um programa que tem tudo a ver com o Bahia. Não sei se vocês sabem, mas BBB significa Bora Brocar Bahia.

    - E é verdade que você vai posar nu?

    - Não, a torcida do Bahia não merece. Já viu tanta coisa feia nesses últimos anos...

    Com a possibilidade do meu nu artístico, um grupo de fanzocas histéricas começou a gritar, chorar e desmaiar. A entrevista foi interrompida. Falei para Inácio, meu segurança, levar para o meu quarto as três garotinhas mais bonitas. Hoje tem mata-mata.


  11. 05/03/2008

    Panamá



    Rapaziada, precisarei me ausentar do blog por uma semana. Vou ao Panamá. Um viagem a trabalho para a terra do canal, dos chapéus e do... do... bom, deixa para lá. Prometo que vou procurar um computador por lá para saber as últimas do Bahia e, quem sabe, até publicar um textinho. Na verdade, prometo coisa nenhuma. Não vou ter tempo para isso.

    Aliás, me ocorreu uma coisa agora. A galera podia ir colocando suas observações sobre o Bahia aí nos comentários. Falar sobre os jogos de hoje e de domingo. Xingar a diretoria. Me xingar. Tomem conta. Enquanto eu tomo uma piña colada. Ai, ai, ai, caramba.


  12. 13/03/2008

    Xuxa Su Madre



    Chicos e chicas, estou de volta. Também senti saudades. Também amo vocês como a goiabada ama o queijo e o pão ama a manteiga. E já voltei com uma notícia boa. O Bahia ontem meteu 4x1 no Camaçari e continua líder do Baianão. Abriu quatro pontos de vantagem do Vitória da Conquista e cinco do vice. Mas não quero falar sobre o Campeonato Baiano, não. Deixa a guerra ficar de verdade mesmo que a gente conversa. O que eu quero falar é sobre a minha viagem ao Panamá.


    Muchachos, o Panamá é tricolor. A bandeira dos caras é vermelha, azul e branca. E ainda tem as duas estrelinhas. O povo deve ser muito patriota, porque a bandeira está espalhada por todos os lados. Se você olhar de relance, vai achar que está nas imediações da Fonte em dia de jogo. Só a Kombi do Reggae que vira a Kombi do Reggaeton (aquele reggae mixado, meio black). E apesar do país não ter tradição, os panamenhos gostam muito de futebol, do brasileiro em especial. Claro que este foi o assunto da minha primeira conversa com os panamenhos, num portunhol de fazer inveja a Vanderlei Luxemburgo.

    - Brasileño, para que equipo usted torce em Brasil?

    - Bahia. El equipo de mi ciudad. Lo mejor del mundo.

    - E el Bahia és famoso em Brasil? Como São Paulo, Flamengo?

    - Si, claro. Ya fue campeón brasileño. Dos vezes.

    - Uh-lá-lá. E como está el Bahia em los campeonatos?

    - Médio. Empatou el último partido por 2x2.

    - Com quem jugado?

    - Un equipo llamado Icasa.

    - Este Icasa es grande tambien?

    Aqui uma pausa. O que respondo? Como conto que o Icasa não é grande, mas mesmo assim eliminou o Bahia? Como falo que depois de ser eliminado pelo gigante Icasa, o grande Bahia sofreu para vencer o colossal Ipitanga? Como explico o Bahia ter um eterno presidente? Os sete anos sem título? Bom, pensei, pensei e resolvi responder com uma outra pergunta:

    - E las chicas de Panamá, são hermosas?

    Pronto, desisti de ser o embaixador do Bahia na América Central. Definitivamente, não é o momento. Lembrei da música que mais faz sucesso por lá: Xuxa su Madre. Isso é um gíria, uma resposta para quando alguém te insulta, no melhor estilo “Vá se f..., rapá”. A Xuxa aí não é a rainha dos baixinhos. É a rainha dos altinhos, o órgão sexual feminino. O povo todo grita isso aí nas festas. Exatamente o que eu iria gritar se encontrasse alguém da corja que domina o Bahia. XUXA SU MADRE. E devuelva mi Bahia.

  13. 14/03/2008

    Urucubaca



    Domingo o Bahia pega o Itabuna e pode garantir a vaga antecipada no quadrangular final do Campeonato Baiano. Já disse uma vez e vou repetir que o Baianão não me atrai nem um pouco. Mas acho que para o Bahia o título do Campeonato Baiano é importante. São sete anos na pindaíba.

    É mais ou menos como aquele cara que passa nove meses sem pegar ninguém. Tem que pegar uma mulherzinha, mesmo que seja feinha, banguela e vesga, só para tirar a poeira.

    Ou aquele funcionário de fast-food que não consegue ser o mais eficiente. Tem que colocar a fotinho no quadro de funcionário do mês, só para dar uma animada.

    Ou então aquele cara que vive participando de promoção, juntando embalagem, preenchendo cupom, guardando tampinha, mas a sorte não sorri para ele. Tem que ser premiado um dia, nem que seja só um picolé premiado.

    Ou aquele compositor que já fez dez mil músicas, mas nunca fez sucesso. Merece fazer um sucessinho, nem que seja com um jingle para motel.

    Ou aquele publicitário que não consegue aprovar uma campanha. Tem que aprovar pelo menos um folheto, pode até ser “O gerente ficou maluco”.

    Ou aquele piloto de Fórmula 1 que nunca mais conseguiu completar uma corrida. Tem que chegar em primeiro um dia, nem que seja nos treinos livres.

    Ou aquele locutor de TV que só fica com os jogos da segunda divisão. Tem que narrar um jogo da primeirona, pode até ser entre os dois últimos colocados já rebaixados, na última rodada do campeonato.

    Resumindo: o Bahia tem que ganhar um título para espantar a urucubaca. Como não vale par-ou-ímpar, batalha-naval, dominó, peido mais alto ou gamão, vamos tentar o Campeonato Baiano mesmo.

Zé é filho de Carlos e Maria. Também conhecido como Caio. Ou Caito. Publicitário. Baiano pacas. Bahia idem. Tem 33 anos. Aquariano. Com a lua em virgem. Saturno na segunda casa. Plutão no terceiro quadrante. Odeia astrologia. Curte mesmo é quebrar uma gelada com a galera. Ouvir o Chicletão. Ir para a Fonte. Bala Sete Belo. É tio de Lina e Lulu. Pai de Pepeu. Redator. Já foi vizinho da Fonte Nova. Viu o Bahia campeão brasileiro. Viu o Bahia brocar todo mundo. É considerado um pé quente. E nunca usou tanto ponto final na vida.

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